O número de empresas em recuperação judicial no Brasil alcançou um recorde em 2025. Dados do Monitor RGF de Recuperação apontam que o país encerrou o ano com 5.680 empresas em processo de recuperação judicial, um aumento de 24,3% em comparação ao estoque registrado ao fim de 2024.
Segundo o levantamento, 1.665 empresas ingressaram com pedidos de recuperação judicial ao longo do ano passado, crescimento de 35,2% em relação ao período anterior. Em contrapartida, 561 companhias conseguiram concluir ou sair do processo.
A recuperação judicial é um mecanismo previsto em lei para empresas que enfrentam dificuldades financeiras severas. Na prática, permite que a companhia obtenha proteção temporária contra cobranças e execuções judiciais enquanto tenta reorganizar dívidas, renegociar contratos e manter as atividades em funcionamento.
Durante esse período, determinadas medidas, como penhoras e cobranças imediatas, podem ser suspensas, permitindo uma tentativa de reestruturação financeira antes de uma eventual falência.
Os números têm alimentado debates sobre o ambiente econômico nacional. Críticos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuem o aumento ao que classificam como dificuldades impostas ao setor produtivo e à condução da política econômica federal.
Por outro lado, especialistas destacam que fatores como juros elevados, aumento do endividamento empresarial, oscilações no mercado, custos operacionais e condições macroeconômicas também influenciam diretamente o crescimento dos pedidos de recuperação judicial.
O avanço nos índices reacendeu discussões sobre os desafios enfrentados por empresas brasileiras e a necessidade de políticas que estimulem crescimento econômico, segurança jurídica e fortalecimento do setor produtivo.


