Alianças em estados-chave buscam consolidar base conservadora e avançar sobre redutos do PT.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem intensificado as articulações políticas para a disputa presidencial de 2026, construindo palanques regionais antes mesmo do início oficial da campanha. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar busca fortalecer sua presença em estados estratégicos para ampliar sua competitividade nacional.
Nos últimos meses, Flávio avançou na costura de alianças em colégios eleitorais decisivos, como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A estratégia envolve preservar redutos conservadores, ampliar vantagem onde já há apoio consolidado e avançar sobre regiões onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve melhor desempenho em 2022.
Alianças fortalecem base no sul
No Paraná, a filiação do senador Sergio Moro ao PL reforçou o palanque local. A movimentação recoloca o ex-juiz no campo bolsonarista e fortalece a base eleitoral no estado. O acordo inclui ainda apoio a nomes como Deltan Dallagnol e Filipe Barros.
Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, onde Bolsonaro já teve ampla vantagem em 2022, o objetivo é manter a hegemonia e transformar apoio político em votos consolidados.
São Paulo e minas como peças-chave
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Flávio conta com o apoio do governador Tarcísio de Freitas, considerado um dos principais nomes da direita fora do PL. A articulação também enfraquece o espaço do PT no estado.
Já em Minas Gerais, considerado um “termômetro eleitoral”, aliados veem cenário favorável para a direita. O estado, que teve disputa apertada em 2022, é tratado como decisivo para o resultado nacional.
Avanço em redutos Lulistas
A estratégia também inclui movimentos em estados tradicionalmente alinhados ao PT. No Ceará, o apoio ao ex-ministro Ciro Gomes gerou controvérsias, mas garante um palanque competitivo para o PL.
Na Bahia, articulações com ACM Neto indicam possível alinhamento, o que pode reduzir a vantagem histórica de Lula na região.
Estratégia para 2026
O plano de Flávio Bolsonaro se apoia em três pilares: consolidar bases já favoráveis, disputar estados-pêndulo e abrir espaço em redutos adversários. A movimentação antecipada indica uma corrida eleitoral mais competitiva e menos concentrada nos polos tradicionais.
Ainda que o cenário permaneça indefinido, o senador já conseguiu estruturar uma rede de alianças em estados estratégicos, posicionando-se como um dos principais nomes na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026.


