Um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, está internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela unidade hospitalar nesta quarta-feira (17), mas detalhes sobre o motivo da internação e o estado de saúde do ex-treinador não foram divulgados.
Em nota oficial, o hospital informou que mantém o compromisso com a privacidade e a confidencialidade dos pacientes, razão pela qual não fornece informações sobre o quadro clínico de Parreira.
A notícia gerou preocupação no meio esportivo, especialmente porque o ex-comandante da Seleção Brasileira enfrenta desde 2023 um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável por parte das defesas do organismo.
Após passar por sessões de quimioterapia, Parreira apresentou evolução positiva e chegou a permanecer sem sinais ativos da doença ao longo de 2025. No entanto, recentemente precisou retomar o tratamento médico.
Apoio da Seleção Brasileira
A internação repercutiu entre jogadores e ex-atletas ligados à Seleção Brasileira. Campeão do mundo sob o comando de Parreira em 1994, o ex-meia Zinho afirmou ter recebido informações da família do treinador e relatou que a situação é estável, embora inspire cuidados.
Quem também manifestou apoio foi o lateral Danilo, atualmente convocado pela Seleção Brasileira. Antes de uma entrevista coletiva, o jogador fez questão de enviar uma mensagem de solidariedade ao ex-técnico.
“Gostaria de prestar uma palavra de apoio ao Parreira e a toda a família. Ele é um ícone da nossa história e do futebol brasileiro. Esperamos que tudo fique bem”, declarou.
Legado histórico no futebol
Carlos Alberto Parreira construiu uma das trajetórias mais vitoriosas do futebol mundial. Integrante da comissão técnica da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1970, ele alcançou o auge da carreira ao comandar o Brasil na conquista do tetracampeonato mundial, nos Estados Unidos, em 1994.
Sob sua liderança, a Seleção formada por craques como Romário e Bebeto encerrou um jejum de 24 anos sem títulos mundiais e voltou ao topo do futebol internacional.
Além da Copa do Mundo, Parreira conquistou a Copa América de 2004 e a Copa das Confederações de 2005. Também dirigiu a Seleção Brasileira em outras passagens, incluindo a Copa do Mundo de 2006.
No futebol de clubes, acumulou trabalhos importantes em equipes como Fluminense e Corinthians, além de experiências internacionais.
Segundo dados da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Parreira comandou a Seleção Brasileira em 117 partidas, registrando 64 vitórias, 39 empates e apenas 14 derrotas.
Até o momento, familiares do treinador não divulgaram novas informações sobre sua recuperação.


