Laudo aponta morte por estrangulamento e polícia indica participação de mais pessoas.
A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou que a adolescente de 17 anos encontrada morta no córrego Vassoura, no bairro Três Barras, em Cuiabá, foi vítima de estrangulamento. A informação consta no laudo de necropsia e reforça a linha de investigação que trata o caso como feminicídio.
O principal suspeito do crime é o próprio irmão da vítima, Marcos Pereira Soares, de 23 anos, preso em flagrante. A companheira dele, Mariana Mara, de 36 anos, também foi detida posteriormente, suspeita de participação no homicídio.
Segundo o delegado Caio Albuquerque, a violência empregada no crime evidencia a brutalidade do caso. “A vítima morreu por estrangulamento, com sinais claros de agressão, o que caracteriza feminicídio”, afirmou.
Indícios de participação de terceiros
As circunstâncias em que o corpo foi encontrado levantam suspeitas de que o crime não tenha sido cometido por uma única pessoa. A adolescente foi localizada parcialmente submersa no córrego, com mãos e pernas presas entre raízes e uma pedra sobre o corpo.
“A forma como ela foi deixada indica que ele não agiu sozinho. É um caso complexo e extremamente triste”, destacou o delegado.
Além disso, a vítima apresentava sinais de agressão física, queimaduras e estava sem roupas, o que levanta a hipótese de violência sexual ponto que ainda está sob investigação.
Desaparecimento e crime
De acordo com as investigações, a jovem estava desaparecida desde o dia 10 de março. Na ocasião, o irmão teria ido até a residência onde ela morava com o companheiro, iniciado uma discussão e a levado à força.
No dia seguinte, familiares encontraram o corpo nos fundos de uma residência próxima à casa do suspeito.
Contradições e provas
Durante o andamento do inquérito, Mariana Mara apresentou versões contraditórias. Inicialmente, negou envolvimento, mas posteriormente admitiu que mentiu e confirmou ter tido contato com a vítima dias antes do crime.
Ela também confessou que seguiu o companheiro no dia do assassinato utilizando um carro por aplicativo. Outro elemento relevante foi o reconhecimento de uma peça de roupa um macacão encontrado no pescoço da vítima como sendo de sua propriedade.
Diante das evidências, a Polícia Civil representou pela prisão da suspeita, além de cumprir mandados de busca e apreensão.
Investigação em andamento
O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha para esclarecer a motivação do crime e identificar possíveis outros envolvidos.
A morte da adolescente causa forte comoção e reforça o alerta para a gravidade dos casos de violência contra mulheres no estado.


