Mulher admitiu que peça encontrada no pescoço da vítima era sua e que esteve com suspeito no dia do crime.
A investigação sobre a morte da adolescente Estefane Pereira Soares, de 17 anos, teve novos avanços após a prisão de Mariane Mara da Silva, companheira do principal investigado, Marcos Pereira Soares. O caso ocorreu em Cuiabá, onde o corpo da jovem foi localizado em um córrego na região do bairro Três Barras.
Em depoimento prestado na quinta-feira (26), Mariane reconheceu que uma peça de roupa encontrada no pescoço da vítima um macacão era de sua propriedade. Segundo ela, o item ficava em sua residência, situada na mesma região onde o crime aconteceu.
A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso também realizou uma acareação entre os envolvidos, com o objetivo de esclarecer divergências nos depoimentos.
Após o procedimento, a suspeita pediu para falar novamente com a autoridade policial e admitiu que havia omitido informações importantes.
Contradições e novos elementos
Entre os pontos revelados, Mariane confirmou que teve contato com a adolescente dias antes do crime, por volta de 7 de março, quando houve troca de ofensas entre ambas.
Ela também reconheceu que mentiu ao negar que teria acompanhado o companheiro no dia do homicídio.
Posteriormente, a investigada afirmou que utilizou um carro de aplicativo para ir ao encontro do suspeito na tarde de 10 de março, data em que o crime foi cometido.
Linha de investigação
Com os novos elementos, a polícia trabalha com a hipótese de participação de mais de uma pessoa no assassinato. O caso, inicialmente tratado como feminicídio, passa a considerar também a possibilidade de ação conjunta.
A motivação do crime ainda não foi esclarecida, e as investigações seguem em andamento para definir a dinâmica dos fatos e o grau de envolvimento de cada suspeito.


