Transparência internacional pede ação da PGR diante de denúncias que envolvem contratos milionários, voos e relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Por – Redação com informações – Revista Oeste
A organização Transparência Internacional cobrou da Procuradoria-Geral da República uma investigação sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central do Brasil em novembro.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de informações de que Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, teriam utilizado ao menos oito vezes aeronaves ligadas ao banco. Os dados foram revelados pela Folha de S.Paulo, com base em documentos que apontam registros de voos e passageiros. Em nota, o ministro negou qualquer irregularidade.
Em publicação na rede social X, a ONG citou uma série de fatos que, segundo ela, precisam ser apurados. Entre eles, um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o banco e o escritório de Viviane Barci, valor considerado fora dos padrões da advocacia brasileira.
De acordo com a organização, também há questionamentos sobre aumento patrimonial, encontros entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de troca de mensagens e possíveis interlocuções com autoridades do Banco Central.
A Transparência Internacional levanta a hipótese de que o contrato poderia ter sido utilizado como forma indireta de remuneração por eventual influência junto a órgãos reguladores — o que, se comprovado, configuraria prática de lobby irregular.
Outro ponto citado envolve registros de arquivos atribuídos ao escritório de Barci, que, segundo reportagens, indicariam autoria de funcionários do próprio banco, levantando dúvidas sobre a efetiva prestação dos serviços contratados.
Apesar das denúncias, até o momento a Procuradoria-Geral da República não instaurou inquérito para investigar o caso, o que motivou a cobrança pública da ONG.
O episódio amplia a pressão sobre instituições de controle e reforça o debate sobre transparência e responsabilização de autoridades em cargos de alto escalão no país.


